O Lira foi palco de múltiplas manifestações

Shows, discos, livros, murais…tudo cabia no Lira. Até uma gravadora

Muita música no Lira: a capa de alguns dos discos que saíram pela gravadora Lira Paulistana

Muita música no Lira: a capa de alguns dos discos que saíram pela gravadora Lira Paulistana

Assim como o Teatro Lira Paulistana era uma alternativa frente aos teatros tradicionais de São Paulo por selecionar os trabalhos a serem apresentados e funcionar exclusivamente com recursos próprios, os cantores e grupos que lá se apresentavam também puderam contar com apoio para gravar seus discos. A Lira Paulistana Gravadora e Editora foi criada em 1980 e lançou álbuns importantes dentro da histórica da música brasileira.

O hoje lendário Beleléu, de Itamar Assumpção e a Banda Isca de Polícia, foi o primeiro disco do selo. Em seguida, era lançado Cabelos de Sansão, do cearense Tiago Araripe. Depois, o Língua de Trapo, do grupo Língua de Trapo; Negro mesmo, de Nei Lopes; Alquimia, com música instrumental do grupo carioca de mesmo nome; o trabalho solo contemporâneo de Lelo Nazário, no Lágrima/Sursolite Suíte e os compactos São Paulo, São Paulo e Pinga com Limão, do Premê (que ainda se chamava Premeditanto o Breque e estava participando do Festival MPB Shell/82, da Rede Globo, com a música O Destino Assim Quis, de Wandi Dorattiotto); Sem Indiretas, do Língua de Trapo; e Delírio Meu, do Grupo Rumo.

Em 1982, logo depois de seu terceiro aniversário, o Lira inicia uma nova etapa de produção de discos. Se associa a Continental – a maior gravadora de capital totalmente nacional, na época – e coloca no mercado uma nova relação entre artista e empresa, além dos discos já produzidos pelo seu selo.

Neste acordo, a independência dos grupos/artistas seria mantida, passando os seus discos a ter uma distribuição nacional. Passam a ter o selo Lira/Continental os seguintes discos: Rumo aos Antigos, Rumo e Diletantismo, do Grupo Rumo; Premê e Quase Lindo, do Premeditando o Breque; Bailarina, de Eliana Estevão; Outros sonos, de Eliete Negreiros; Carnaval Zona Leste, um documento; Fogo Calmo das Velas, de Eduardo Gudim; Chora Viola, Canta Coração, do Grupo Paranga; Aloberado Blues, de Cida Moreira; e Força Madrinheira, do Grupo Engenho, além do compacto Waldir Fonseca, de Waldir Fonseca.

Pelo selo instrumental, foram lançados Imagens de Inconsciente, do grupo Pé Ante Pé; Poema da Gota Serena, do percussionista Zé Eduardo Nazário; Frelarmanica, do Grupo Frelarmonica; A Flor de Plástico Incinerada, do Grupo Um; Pau Brasil, do Grupo Pau Brasil e Ciranda, de Carioca e Convidados.

*Texto extraído e adaptado da edição especial de 30 anos do jornal Lira Paulistana – dezembro de 2009. Editor responsável: Fernando Alexandre G. da Silva

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